domingo, 22 de agosto de 2010

A Auto-Sabotagem De Todos Os Dias

Em nossas vidas temos momentos de certeza que estamos prontos para dar um novo salto e efetivar uma mudança profunda em nossas vidas. Acreditamos em um novo empreendimento, uma nova relação afetiva, mudamos de cidade e até mesmo de pais. Mas, aos poucos percebemos que estamos cometendo os mesmos erros de nossas atitudes passada. É como se tivéssemos dado um imenso salto e caímos no mesmo lugar. Caímos em armadilhas criadas por nós mesmos. Nos auto-sabotamos. Isso ocorre porque, apesar de querermos mudar, nosso inconsciente ainda não nos permitiu mudar, não estamos realmente prontos para mudarmos.

Escutamos e obedecemos sem nos darmos conta, ordens de nosso inconsciente geradas por frases que escutamos inúmeras vezes no decorrer de nossas vidas. Uma parte de nós diz abra-se e a outra adverte cuidado!!!.

No primeiro momento, o desafio em si é encorajador, por isso nos atiramos de cabeça em novas experiências e estamos dispostos a enfrentar o que vier pela frente. No entanto, quando surgem às primeiras dificuldades, que nos fazem nos sentamos incapazes de lidar com essa nova situação, descobrimos em nós a presença desta parte inconsciente que discordava que nos arriscássemos em mudar de atitude.

Quando desconfiamos de nossa capacidade de superar obstáculos, cultivamos um sentimento de covardia interior que bloqueia nossas emoções e nos paralisa para qualquer ação mais ousada. Muitas vezes, o medo da mudança é maior do que a força para mudar. Dificilmente percebemos que nos auto-sabotamos.

A auto-ilusão é um jogo da mente que busca uma solução imediata para um conflito, ou seja, um modo de se adaptar a uma situação dolorosa, porém que não represente uma mudança ameaçadora. Não é fácil perceber que a traição começa em nós mesmos, pois nem nos damos conta de que estamos nos auto-sabotando!

Fabricamos uma imagem idealizada de nós mesmos, que nos impede de sermos verdadeiros. Produzimos muitas ilusões a partir desta idealização. Muitas vezes, dizemos o que não sentimos de verdade. Isso ocorre porque não sentimos o que pensamos.

Sermos abertos para com nossos sentimentos, demanda sinceridade e reconhecermos que não estamos sentindo o que deveríamos sentir ou gostaríamos de estar sentindo, é um desafio para conosco mesmos.

É a nossa auto-imagem que gera sentimentos e pensamentos em nosso íntimo, pois resistimos em olhar nosso lado sombrio. No entanto, uma coisa é certa: tudo que ignoramos sobre nossa parte sombria, cresce silenciosamente e um dia será tão forte que não haverá como deter nossas ações.

É tão fácil deixar a auto-imagem se perpetuar, dominar toda a nossa vida e criar um estado de desequilíbrio. No nível atual, antes de começarmos a meditar sobre a auto-imagem, não percebemos a diferença entre nossa auto-imagem e nosso verdadeiro “eu”. Mas, se pudermos reconhecer apenas alguma pequena diferença entre a nossa auto-imagem e nós mesmos, ou “eu” ou “ a si mesmo”, poderemos ver, então, qual parte é a auto-imagem.

A auto-imagem representa uma espécie de fixação. Ela nos congela. Você aceita essa imagem congelada como um quadro verdadeiro e permanente de si mesmo.

Quando você se pegar com frases prontas, aproveite para anotá-las. Elas revelam sua auto-imagem e são responsáveis por seus comportamentos repetitivos de auto-sabotagem. Ao encontrar a sua auto-imagem que gera sentimentos desagradáveis, temos a oportunidade de em vez de apenas nos sentirmos mal, aproveitarmos o processo de autoconhecimento e com certeza se torna divertido e curioso sobre nós mesmos.

Experimente!!! Pergunte-se quem realmente você é?

Fonte: www.artigonal.com

O PIOR INIMIGO: A AUTO-SABOTAGEM!

Quando estamos bem, quando tudo está correndo como o planejado entra em cena a AUTO-SABOTAGEM, a traição começa dentro de nós mesmos! O grande inimigo a vencer não se encontra lá fora e sim dentro de cada um de nós e age no silêncio do dia-a-dia, escondido entre os nossos medos, anseios e dificuldades.

Dificilmente percebemos que nos auto-sabotamos. Por que isso ocorre?

O que acontece quando estamos muito bem e as pessoas do nosso circulo não estão bem? Na maior parte do tempo nos sentimos culpados! Sentimos que não somos merecedores. Muitas vezes não bastam os obstáculos naturais que a vida e as situações nos colocam, somos mestres na arte de encontrar dificuldades, criar obstáculos e complicar tudo o que puder ser facilitado.

Todos nós queremos as mesmas coisas, que é a realização, o sucesso e a felicidade em todos os aspectos. Dentro de nós existem muito mais medos e receios do que podemos imaginar. Apesar de querermos a felicidade usamos mecanismos de auto-sabotagem, sem perceber, colocando muitas barreiras e empecilhos que acabam por nos impedir de atingir nossos objetivos.

Na maioria das vezes, é muito difícil entender que as dificuldades que encontramos no caminho estão saindo exatamente da mesma fonte, ou seja, da nossa cabeça, da nossa maneira de pensar e de agir.


Mentimos para nós mesmos!
Nos enganamos e usamos muitos disfarces e desculpas. Cada vez que duvidamos da nossa capacidade em superar obstáculos, cultivamos um sentimento de covardia interior, que bloqueia nossas emoções e nos paralisa. Muitas vezes não queremos pensar no que estamos sentindo já que temos dificuldade para lidar com os nossos sentimentos sem julgá-los. Enfrentar nossos sentimentos requer de nós sinceridade e compaixão. Caímos em armadilhas criadas por nós mesmos. A auto-sabotagem tem muitas origens e também muitas formas de se manifestar.

Para saber como fazemos isso devemos começar respondendo a seguinte pergunta: "O que eu sei de mim mesmo que preferia não saber?". A resposta deve gerar em nós um autoconhecimento, é através dele que começamos a desarmar o mecanismo de auto-sabotagem. Quando percebemos o mecanismo que estamos acionando, quando começamos a identificar dentro de nós mesmos as razões para nossos fracassos, já estamos com meio caminho andado.

O primeiro passo, e que geralmente acontece dentro de um processo de psicoterapia, é rever as próprias atitudes, deixar claro para si mesmo o que se quer da vida e o que se está fazendo para chegar lá. Muitas vezes, aquilo que se quer está claro, mas os métodos que estamos usando para chegar lá estão levando a caminhos totalmente opostos, e exatamente aí pode estar acontecendo a auto-sabotagem. Nós nos auto-sabotamos quando saímos do nosso propósito de vida.

Somente pelo processo de autoconhecimento, bem como o conhecimento real dos nossos objetivos, anseios e metas, onde queremos chegar e quais os caminhos e métodos que iremos escolher para alcançar, é que podemos entender se estamos ou não nos sabotando. E, se estamos fazendo isso, porque estamos tendo essa atitude, porque estamos sendo inimigos dos nossos próprios sonhos e desejos. Muitas vezes o medo da mudança é maior do que a força para mudar, pense nisso!

Fonte: http://yahoo.estrelaguia.com.b

*em festa* Eu consegui! "Lips of an angel" go!

Conseguiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Uhuuuuul!!! *estoura a champanhe* Finalmente! Depois de muito treinar, me achar incapaz e idiota eu tirei "Lips of an angel" dedilhada até o refrão!!! (Queria que a prof Maria Cristina lesse isso, acho que será difícil contar pra ela na facul, ela está sempre correndo) A batida da música vêm com o tempo, ou melhor, vou perguntar a um dos meus queridos amigos que sabem tocar, afinal, se já sei as notas é meio caminho andado! ♫
Tudo começou com um vídeo que tive a paciência de baixar do youtube, mesmo com este raio de net discada que está com os dias contados, vi o cara dedilhando, perguntei a um amigo - não vou colocar o nome dele porque ele é aquele tipo de pessoa que joga o nome no google - quais notas teria de fazer e que cordas usar, aí comecei, parei, desisti... Vitor me reanimou antes das férias e treinei, treinei e treinei muuito e consegui parte dela! Tive pessoas que acreditaram em mim e pasmem, hoje meu pai veio em casa e no fim da tarde resolveu sentar para me ensinar as notas se baseando no livro que ele me deu, acreditam?! Meeeu pai fazendo isso paciente? O.O
A semana vôou na facul. Três dias de palestras, que não foram das melhores, mas tá valendo. Gustavo e eu nos divertimos pra caramba como nossos planos de cumplicidade. Sabe aquela coisa de adolescente? De seguir pessoas ocultamente e tals, de observar a distância na porta da sala, passar correndo disfarçadamente no corredor e fingir que tudo foi ocasional?? XDDD É o máximo! Prof Ivani está no meio, muuuita coincidência! >.< (queria ter aquele emoticon do Wills agora) A melhor fase é esta! *o*
Fico absurdamente boba de ver quantas coisas em comum podemos encontrar com alguém que acabamos de conhecer assim do nada! Essa é a graça de conhecer pessoas!
Incrível como tudo acontece como deve ser! Como Deus providencia tudo na hora certa e as coisas vão se resolvendo... Às vezes acontece algo chato, mas logo depois acontece algo muito melhor em decorrência daquilo que foi chato e por aí vai, tudo se encaixando e se resolvendo...

0 que é de fato significativo?

O filho que muitas vezes não limpa o quarto e fica vendo televisão,
significa que...
esta em casa!

A desordem que tenho que limpar depois de uma festa,
significa que...
estivemos rodeados de familiares e amigos!


As roupas que estão apertadas,
significa que...
tenho mais do que o suficiente para comer!

O trabalho que tenho em limpar a casa,
significa que...
tenho uma casa!

As queixas que escuto acerca do governo,
significa que...
tenho liberdade de expressão!

Não encontro estacionamento,
significa que...
tenho carro!

Os gritos das crianças,
significa que...
posso ouvir!

O cansaço no final do dia,
significa que...
posso trabalhar!

O despertador que me acorda todas as manhãs,
significa que...
estou vivo!

Se sofro uma decepção
significa que...
ainda sei amar!

Finalmente pela quantidade de mensagens que recebo,
significa que...
tenho amigos pensando em mim!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Bebês mimados tornam-se adultos menos estressados

A afeição maternal transbordante dada aos bebês de alguns meses torna-os mais bem preparados para enfrentar os problemas da vida na idade adulta, segundo um estudo publicado nesta terça-feira no "Jornal de Epidemiologia e Saúde Comunitária", uma revista americana.

Na pesquisa realizada durante vários anos com 482 pessoas no Estado americano de Rhode Island, os cientistas compararam dados sobre a relação dos bebês de 8 meses com sua mãe e seu desempenho emocional, medido por testes, aos 34 anos de idade.

Eles queriam verificar a noção segundo a qual os vínculos afetivos fortes a partir da primeira infância fornecem uma base sólida para se sair bem ante os problemas da vida.

Até então, os estudos sobre o assunto eram baseados em relatos de lembranças da infância, sem um acompanhamento.

A qualidade da interação dos bebês com suas mães aos 8 meses foi avaliada por um psicólogo, que anotou as reações de afeto e atenção da mãe. A classificação - datando dos anos 60 - ia de "negativa" à "excessiva", passando por "calorosas".

Em cerca de um caso em dez, o psicólogo notou um baixo nível de afeto maternal em relação ao bebê. Em 85% dos casos, o nível de afeição era normal, e elevado em 6% dos casos.

Essas pessoas acompanhadas foram testadas, depois, aos 34 anos, sobre uma lista de sintomas reveladores de ansiedade e hostilidade e mal-estar em relação ao mundo.

Qualquer que fosse o meio social, ficou constatado que os que foram objeto de mais carinhos aos 8 meses tinham os níveis de ansiedade, hostilidade e mal-estar mais baixos. A diferença chegava a 7 pontos no item ansiedade em relação aos outros; de mais de 3 pontos para hostilidade e de 5 pontos para o mal-estar.

Curiosamente, não havia diferença entre os que receberam um nível de afeto baixo e o normal. Isso poderia ser explicado, principalmente, segundo os pesquisadores, pela falta de interações verdadeiramente negativas na mostra observada.

Segundo eles, isto confirma que as experiências, mesmo as mais precoces, podem influenciar na vida adulta. As memórias biológicas construídas cedo podem "produzir vulnerabilidades latentes", diz o estudo.

Fonte: www.yahoo.com.br

((Diretamente do Portal da Lucas, o site que eu gerencio o conteúdo, a propósito, estou no trabalho ainda! Fazendo hora porque está muito frio lá fora para esperar a van que chega em cerca de 30 min o/))

domingo, 15 de agosto de 2010

Gunning Down Romance ♫

Gunning Down Romance

Love and other moments are just chemical reactions in yourbrain
And feelings of aggressions are the absence of the love drug in
Your veins
Love come quickly
Because I feel my self-esteem is caving inIt's on the brink
Love come quickly
Because I don't think I can keep this monster in
It's in my skin

Love and other socially acceptable emotions are morphine
They're morphine
Cleverly concealing primal urges often felt bur rarely seen
Rarely seen
Love I beg you
Lift me up into that privileged point of view
The world of two
Love don't leave me
Because I console myself that Hallmark™ cards are true
I really do

I'm gunning down romance
It never did a thing for me
But heartache and misery
Ain't nothing but a tragedy

Love don't leave me

Take these broken wings
I'm going to take these broken wings
And learn to fly
And learn to fly away
And learn to fly away

I'm gunning down romance



Desistindo do Amor

O amor e outros momentos são apenas reações químicas na sua mente
E os sentimentos das agressões são a ausência da droga do amor em
Suas veias
O amor vai rapidamente
Porque sinto que minha auto-estima está desmoronando
Está no limite
O amor vai rapidamente
Acho que não consigo manter esse monstro em mim
Em minha pele

O amor e outras aceitações sociais são como morfinaSão como morfina
Habilmente escondendo os desejos freqüentemente sentidos mas raramente vistos
Raramente vistos
Amor eu imploro
Me eleve à altura deste privilegiado ponto de vista
O mundo a dois
Amor não me abandone
Porque eu me consolo com a verdadeEu realmente me consolo

Estou desistindo do amor
Nunca trouxe nada pra mim
Além de angustia e miséria
Nada mais do que tragédia

Amor não me abandone

Pegue essas asas quebradas
Eu vou pegar essas asas quebradas
E aprender a voar
E aprender a voar por aí
E aprender a voar por aí

Estou desistindo do amor

Bienal do livro - correria

E essa conexão não pára! Estou há quase 2h aqui tentando subir e editar as fotos da bienal e pra variar a conexão não deixa! ¬_¬ Preciso é tomar vergonha e pedir logo de uma vez este raio de Speedy! Daqui a pouco desisto da Internet e vou perder meu tempo com a Telefônica né,fazer o quê?! E ainda tenho as fotos do prof William e prof Osni para mandar...
Domingo cultural o dia de hoje! Grasi e eu fomos à Bienal do livro na excursão da prof Alaíde ("Alaídeee, chame Olga" como diria o JP). Apesar do pouco tempo, me diverti, pois tive uma boa companhia e eu amo bienais! Fiz novas amizades, inclusive, conheci um garoto do nada só de perguntar qual era o número da ficha dele, conversamos pra caramba e pasmem, ele faz aniversário um dia antes de mim! o.O) Conheci otakus paralelos, tive meus acertos no workshop de Nihongo, conheci o autor de um livro que não vou ler...
Só digo que estou aprendendo a reavaliar a consideração que tenho por certas pessoas... vivendo e aprendendo... Agora acabou o findi, não fiz nem a metade do que precisava na Internet, mas vamos lá...

domingo, 8 de agosto de 2010

Pai (Dunga) ♫

Sem querer ouvir suas palavras
Pensando como pudesse ser
se ao inves de você
outro pai pudesse ter
Sem tentar te entender
Julgava eu apenas ser
mais um filho nessa terra
sem pai pra me compreender
Hoje eu cresci
E pai eu me tornei
Eu tenho um filho igual você
Mas tambem nao sei o que fazer
Sempre haverá o momento
uma chance pra recomeçar
Relembrar o que passou
Dando vida ao que restou
Pai eu te amo, Mãe eu te amo também
Sou como aquele filho que quer voltar também...

((Participei de um teatro que finalizava com esta música há *pára para contar* uns 8 anos e chorei feito criança toda vez que tocou...))

Feliz Dia dos Pais

Mais um findi se foi e como sempre, não consegui fazer tudo que precisava, o tempo foi mais rápido que eu *ainda tirando o borrão das unhas*.
Aproveitando a data, um feliz dia dos pais!!! Imagino que pais não leiam meu blog, mas filhos lêem! Meu pai veio almoçar em casa, gostou da camisa rosa que eu comprei pra ele, sim, eu vou acabar com este preconceito bobo dele! Meu irmão já está até acostumado, já nem liga mais, ainda mais este ano que dei uma camiseta pink e preta de aniversário! Qual o problema de um homem usar rosa? Mulheres usam azul, certo? ¬_¬ Maas enfim... Agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de "fazer as pazes" com meu pai, de fato me aproximar dele, mesmo depois de crescida, conversar, contar as novidades e contar com ele... como isso fez falta em minha infância, maaas...
Findi super corrido como sempre, mas foi legal! Ontem fiz compras no mercado para mamys e depois encarei as lojas de roupas! De Pernambucanas a Magazine Ligação, todas lotaaaadas, mas consegui! Comprei a camisa do meu pai, a camiseta do meu irmão, uma blusinha para minha tia e outras bugigangas...
Depois Japan Fest, Bon Odori, amigos e... olha a hora! Isso tudo porque ia dormir mais cedo hoje!

o/

domingo, 1 de agosto de 2010

A Lenda das Almas Gêmeas

Há muito tempo atrás, num reino distante, existia um rei que possuia uma filha. Seu nome era Psique. Sua beleza era tão grande que enfeiticava todos os homens que a vissem. Isto que no comeco orgulhava o poderoso rei, com o tempo se tornava um martirio. Nenhum homem que surgia conseguia ama-la pela sua perfeicao. Reis, guerreiros, principes, todos nao se achavam dignos de tanta beleza.

Assim a cada dia que se passava, Psique se tornava mais triste e só. O que seus pais acreditavam ser uma dádiva dos deuses, agora se tornava um castigo para a bela moca. O rei, sem nunca desisitir da felicidade de sua filha, consultou mestres, magos, viajantes, mas nunca conseguiu algo que trouxesse um fim para infelicidade de sua filha.

Numa noite, Psique teve um sonho. Ouviu seu nome sendo entoado por uma bela voz que vinha de um mundo distante, se viu voando pelos ceus, sendo protegida e amada por alguem muito especial. Psique logo ao acordar, contou aos seus pais sua feliz visao. Agora ela acreditava que seu destino jamais seria a solidao e acreditava que um dia encontraria aquela paz e felicidade tao sonhada.

Psique passou a sorrir quando ouvia a voz de seu coracão e um belo dia sentada num campo de flores, se viu sendo erguida e levada aos ceus por um fio dourado.

Psique voou por mundos distantes, por ceus, por mares, até chegar num castelo muito rico e belo. Lah Psique foi atendida por inímeros criados que já a conheciam e a tratavam como se já a esperassem há muito tempo.

Psique perguntou de quem seria tão bela casa e para sua surpresa, os criados responderam que aquela era sua casa e que logo que o sol se fosse, conheceria Eros, seu marido. Marido? Psique sorriu, mas aguardou o encontro já que seu coração a tranquilizava e dizia que aquilo era a coisa certa.

Ao anoitecer Psique fora levada para um dos mais belos quartos do grandioso castelo. Estranhamente o quarto não possuia nenhum luz ou janela. A medida que a noite cobria aquele belo lugar, o quarto de Psique se mergulhava na mais completa escuridão.

De repente, Psique sentiu a presenca de Eros, e se virou para conhecê-lo. Mesmo sem se verem , em meio a escuridao, os dois sentiram a mesma sensação, sentiram o Amor fluindo dentro de seus corpos, sentiram um ao outro, se tocaram e se amaram pela primeira vez, sem ao menos poder se conhecer.

No dia seguinte Psique acorda só e assustada. Teria sido um sonho? Não, ainda podia sentir o calor das maos de Eros. Psique correu pelo castelo chamando Eros. Entrou em salas, salões, quartos, perguntou aos criados, mas todos se emudeciam quando ouvia o nome de Eros. Desesperou-se frente a situação. O que estava acontecendo? Chorou, amaldiçoou aquele lugar e adormeceu...

Ao anoitecer seus criados a levaram novamente para seu quarto e a deixaram só, como haviam sido instruídos há muito tempo atrás, antes mesmo de Psique ter chegado a aquela casa. Segundos após o último raio de luz deixar aquele quarto, Eros retornou e tocou o rosto de Psique. Psique despertou e se imaginou sonhando. Sim, ela sorria, Eros não havia a abandonado. Eros jamais a abandonaria. Mas ele com uma dor tão profunda em sua voz, contou a Psique que eles eram fruto de uma maldição muito antiga.

Uma maldição que dizia que um dia nasceriam duas pessoas perfeitas, perfeitas em seus atos, em suas palavras, perfeitas em corpo e espírito. Um seria o complemento do outro. Um sorriria nos momentos tristes do outro, ou dividiriam as lágrimas. Um sentiria a presença do outro. Se amariam inconscientemente. Se ajudariam tao longe estivessem. A perfeicao seria tanta que jamais haveria uma uniao que os satisfizesse, a não ser a deles mesmo. A união só aconteceria com uma condiçã: eles jamais poderiam se ver. Assim nasceu Eros e Psique.

Muito anos se passaram, depois daquela triste noite de revelação. Mas foram anos maravilhosos, recheados de felicidade, de cumplicidade. Tão perfeitos, Psique completava Eros e eles esqueceram aquela triste destino que algué, algum dia havia lhes reservado. Apesar de jamais se encontrarem durante o dia e jamais poderem se ver, a felicidade plena reinava sobre a vida de Eros e Psique. Um belo dia Psique resolver retornar a casa de seus pais, em meio a tanta felicidade, não havia lembrado o quanto eles poderiam estar preocupados com seu estranho desaparecimento há anos atrás. Psique se despediu de Eros, prometendo retornar dentro de alguns dias.

Psique voou novamente pelas asas do vento e voltou ao seu antigo mundo, agora parecendo tao estranho e triste por não ser o mesmo mundo onde pode conhecer Eros.

Estranhamente, ela percebera que em seu mundo não haviam passado tanto tempo. So faziam minutos que ela havia saido daquele lugar. Correu para seus pais e contou tudo que havia ocorrido. Sobre Eros, sobre o castelo maravilhoso e sobre sua felicidade tao almejada e agora conquistada. Mas jamais contaria sobre a maldicao.

Seus pais bastante felizes queriam conhecer Eros, faziam-lhe perguntas que Psique jamais saberia responder. Como era seu marido, de onde vinha, quando viria visitá-los. Psique conseguiu inventar respostas, conseguiu se esquivar, apesar de se sentir traída por não poder confiar aos seus pais seu triste destino.

Triste destino? Psique se esquecera completamente como ao lado de Eros, jamais sentira tristeza alguma.

Talvez a volta ao seu antigo mundo, fizera Psique mudar alguns pensamentos. Agora acreditava que precisava conhecer Eros de qualquer maneira. E se ele fosse tão horrivel, como os piores seres do inferno? E se ele fosse um monstro?

Psique se encheu de Amor e pensou... se Eros fosse uma criatura tão horrenda quando o pior ser que existisse na face da Terra, Psique ainda assim o amaria. Sim, Psique acreditava que a escuridão que reinava no relacionamente de Psique e Eros era por esta razao. Eros deveria ser uma criatura orrenda. Mas ela, protegida pelo amor verdadeiro e forte que sentia por Eros, amaria sua feiura e assim a maldicao da escuridão acabaria sobre Eros e Psique.

Em sua volta ao mundo de Eros, Psique imaginava como poderia conhecer finalmente o rosto de seu amado esposo. Psique levaria um lampião ao quarto, o esconderia e quando Eros adormecesse, iluminaria seu rosto e amaria qualquer imagem que visse.

Assim Psique retornou, encontrou com Eros ao anoitecer, contou sobre seu encontro com seus pais e aguardou seu sono.

Silenciosamente, ao sentir a respiracao de Eros, Psique pegou o lampião, acendeu e se aproximou da cama.

Aos poucos Psique comecou a ver Eros, o homem que Psique sabia que amaria eternamente, independente do que o futuro os reservasse.

Psique chorou....

Eros era perfeito .

Eros era a propria imagem de Psique....

Com o solucar de Psique, Eros acorda e se assusta. O lampião que ela segurava cai e uma gota do óleo quente marca dolorosamente o braço dos amantes. Eros sem conseguir dizer nada, olha Psique e os dois se abraçam....... Agora eles sabiam o que significava serem um do outro, Eros era o complemento de Psique e os dois juntos, unidos, criavam a perfeira unio de suas almas.....

Um estrondo ensurdecer invade o quarto, o castelo e todo o reino de Eros e Psique. Os ventos comecam a soprar, a terra a tremer, as estrelas somem, e um terrível acontecimento comecaria naquele momento. Psique e Eros não respeitaram a maldição, e agora pagariam pelo seu erro....

Dos céus, Zeus, o Deus de todos os deuses, aparece:

- Como ousas, mesmo tendo toda a felicidade que os permiti, não obedecer às minhas ordens? Como podes enfrentar meu poder?

Psique e Eros temendo a ira de Zeus, se ajoelham e pedem perdão. Prometeriam que voltariam a viver na escuridao, e jamais tornariam a se ver de novo... Zeus ri... ri estrondosamente... porque acharia que seu castigo seria tao ameno assim?

Zeus amaldiçoa Psique e Eros novamente e sem piedade... A partir deste dia Psique e Eros se tornariam cegos...

Não cegaria seus olhos ... cegaria suas almas... A partir daquele dia, daquele momento, Psique e Eros jamais poderiam enxergar suas verdadeiras belezas, sua perfeicões.. Eles vagariam por diversos mundos... diversas vidas... viveriam se procurando... numa busca sofrida... Suas almas ficariam escondidas dentro de corpos fisicos, ora bonitos, ora feios, ora cansados, ora velhos... Psique e Eros teriam que se encontrar, se reconhecer e provar que se arrependiam de terem tido a necessidade de ver seus rostos físicos, alem da verdadeira face de suas almas...

Escondidos dentro de uma casca mortal, criada por Zeus e colocadas em volta de suas almas imortais e perfeitas, eles teriam que reaprender a usar novamente os olhos de suas almas, pois agora só teriam os olhos do seu corpo. Olhos do corpo, olhos físicos que só enxergam a casca física que esconde a verdadeira beleza de suas almas...

Um pouco distante dali... uma Deusa tambem presenciava aquela cena e compartilhava da dor que agora Psique e Eros carregariam.... Era Venus... esta, sem a força que Zeus possuia... ainda conseguiu ajudar Eros e Psique...

Venus colocou junto com a maldicao de Zeus uma bela magia:

Aquela queimadura que o Eros e Psique tinham em seus braços como marcas de seu primeiro encontro físico... a cada vida seria uma pista para que Eros e Psique se reconhecessem... A cada vida... cada um traria um sinal que quando visto pelos olhos físicos de cada um deles... despertaria os olhos de sua alma....

Assim... algum dia... em algum lugar... Eros reconheceria Psique ... na maneira dela falar... na maneira de sorrir... na maneira de acordar de manha... de contar uma historia engracada... de odiar arrumar seus cabelos... naquele jeito estranho e maravilhoso de te abracar durante a noite... naquela mania especial de faze-lo sorrir, quando o mundo te força a chorar...

Assim... algum dia... em algum lugar.... Eros, guardiao do Amor, e Psique, guardiã da alma... se unirão de novo... quebrarão suas cascas amaldiçoadas... e provarão para Zeus que o seu Amor conseguiu unir novamente, o que jamais deveria ter sido separado... suas almas gêmeas...


((o.O Caramba!!!!))

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