sexta-feira, 17 de julho de 2009

Foras supremos!

Incrível como minha memória pra fisionomias é... sem comentários!!! Eu me divirto com os foras que dou!
Hoje de manhã fui a uma entrevista de emprego e tals, enquanto esperava minha vez de fazer aquele raio de prova com contas - odeio contas, me atrapalho nos cálculos mais simples de porcentagem - chegou uma moça toda de social, uma das concorrentes. Sentou-se ao meu lado e perguntou se eu continuo no audiovisual. Eu olhei pra ela com aquela cara de susto, "Audiovisual? Pera, mas quem é você?". Ela se apresentou e eu ainda perguntei se eu fiz grupo com ela no filme. Meu, o povo entra e saí do curso, mais falta do que vem XDDDDD Acho que já fui apresentada pra ela duas vezes antes e até conversei com ela se bobiar, amiga da Biruta, mas eu só pra variar um pouquinho, não lembrei!!!

Não aguento mais ouvir Diva nem Hush Hush!!! Raios de músicas que tocam o dia inteiro meu! E aquela Lady Gaga então, já deu pow! Eu quero ouvir I got a feeling!!! *o* Eu saio dançando pela casa quando toca! XDDDD
Finalmente terminei as asinhas para o cosplay de princesa do movie 2.Tudo bem que só vou usar no fim do ano, mas aproveitei esses dias em casa pra preparar tudo! Os apetrechos do cosplay de neko estão em cima da cadeira, só falta passar e guardar, porque se deixar pra última hora, do jeito que eu sou biruta, largo metade das coisas em casa! ._.

Frase do dia, a definição do Cristhian Pior para os sertanejos:
"O sertanejo é um emo de botina."

Essa acabou de sair, eu consolando meu amigo:
" Sabe que às vezes eu penso que não existem pessoas feias, e sim a beleza que é interpretada de maneiras diferentes"

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Arrependimento

Ahhhh se arrependimento matasse!!!! Desisti daquele estágio de fotografia, e agora que ouvi minha amiga falar tão empolgada dele bateu um super arrependimento!!! Como eu fui idiota!!!!!!! Tudo pelo meu filme!! Mas também tenho de pensar nas coisas que teria de largar por este estágio, o curso de audiovisual, meus filmes, eventos de animê, missas de domingo, família... Mas eu queria poder voltar atrás... ç.ç

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Merece uma gota...

Rodrigo, 15 anos me disse:
"Tem mais é que caté filé véi" (Ele quis dizer que tem de ficar com meninas bonitas).

Agora a melhor da semana:
Minha mãe e a mãe de um determinado amigo conversando e a mãe dele diz:
"Ah, eles são novos ainda, mas quem sabe daqui a algum tempo não namoram e casam?"
Minha mãe:
"É, mas eu gosto da educação dele, do jeito que trata as meninas..." (já concordando)


"O Caio é o filho que vocês dois não tiveram!" (Lála relacionando o comentário acima ao meu comentário de quanto o Caio está ficando revoltado com o amor como eu e as chances de ser igual a este meu amigo citado acima.)

Eu me divirto!!!!!!!!

Complexo de Inferioridade

Complexo de Inferioridade

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Por:
O termo Complexo de Inferioridade foi criado por Alfred Adler, primeiro seguidor de Freud, que depois se desligou dele por discordar de algumas idéias do pioneiro da Psicanálise. Ele acreditava que este sentimento era inerente ao homem, e nascia do meio em que a criança crescia. Dependente dos pais nos primeiros momentos de seu desenvolvimento, aparentemente fraca e, portanto, incapaz ainda de realizar determinados feitos, ela tinha diante de si o ambiente ideal para o surgimento deste complexo. Para equilibrar este distúrbio, o ser humano gera então sentimentos de superioridade, tentando obter algumas vantagens psíquicas.

Já o sentimento de inferioridade secundário está associado ao adulto, que tenta alcançar uma meta que reside no inconsciente ou um pretenso êxito pessoal para suprir seu complexo de inferioridade. O espaço que separa o sujeito da realização destes objetivos causa sentimentos de frustração e incita emoções negativas e inferiores. O complexo de inferioridade está, portanto, ligado ao meio em que a criança se desenvolve, ao comportamento dos pais com relação a ela – estes devem evitar discursos negativos e depreciativos, bem como o costume de destacar os deslizes dos filhos -, à presença de determinados defeitos físicos, que provocam muitas vezes zombarias e ironias alheias, a restrições mentais deste ser e também a níveis sociais desvantajosos.

http://www.infoescola.com/psicologia/complexo-de-inferioridade/

terça-feira, 14 de julho de 2009

Jung

Já que a prof Ana Claúdia ainda não me emprestou seu livro de Jung eu li antes, e adorei!! Mas já avisando, é um pouco diferente das teorias de Freud. Alguns trechos do site http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Jung%20e%20a%20psicologia%20analitica.htm


O ponto crucial do desentendimento entre os dois gênios foi ponto de partida para Jung. Enquanto a teoria de Freud busca as causas, a de Jung busca a direção, a finalidade. Enquanto para Freud a libido é somente sexual, para Jung a libido é toda a energia psíquica. Nise da Silveira, descreve libido da seguinte maneira: “Libido é apetite, é instinto permanente de vida que se manifesta pela fome, sede, sexualidade, agressividade, necessidades e interesses diversos. Tudo isso está compreendido no conceito de libido.
Para Jung, o inconsciente não é estático e rígido formado pelos conteúdos que são reprimidos pelo ego. Ao contrário, o inconsciente é dinâmico, produz conteúdos, reagrupa os já existentes e trabalha numa relação compensatória e complementar com o consciente. No inconsciente encontram-se, em movimento, conteúdos pessoais, adquiridos durante a vida e mais as produções do próprio inconsciente. Jung classificou o inconsciente em Inconsciente Pessoal (ou Individual) e Inconsciente Coletivo. O Inconsciente Pessoal ou Individual é aquela camada mais superficial de conteúdos, cujo marco divisório com o consciente não é tão rígido. É uma camada de conteúdos que se acha contígua ao consciente. Estes conteúdos subjazem no inconsciente por não possuírem carga energética suficiente para emergir na consciência. Correspondem àqueles aspectos que em algum momento do desenvolvimento da personalidade não foram compatíveis com as tendências da consciência e foram, portanto reprimidas. Também estão, no inconsciente pessoal, percepções subliminares, ou seja, aquelas que foram captadas pelos nossos sentidos de forma subliminar, que nem nos demos conta de termos contato com o fato em si. Conteúdos da memória que não necessitam estar presentes constantemente na consciência estão presentes no inconsciente pessoal. Todos estes conteúdos formam no Inconsciente Pessoal um grande banco de dados que poderão surgir na consciência a qualquer momento.
Outros importantes conteúdos estão no inconsciente pessoal; são os complexos.
Para Jung os complexos são os caminhos que nos permite chegar ao inconsciente. “A via regia que nos leva ao inconsciente, entretanto, não são os sonhos, como ele [Freud] pensava, mas os complexos, responsáveis pelos sonhos e sintomas.”
Portadores de uma carga energética substancial, os complexos têm como núcleo o arquétipo e, em torno deste núcleo vão se concentrando idéias ou pensamentos cheios de afetividade. Estruturam-se como entidades autônomas quando uma parte da psique for cindida por causa de um trauma, um choque emocional ou um conflito moral. Quando totalmente inconscientes atuam livremente e podem tomar o ego. Geralmente, aquelas situações em que ocorrem alterações da consciência e também comportamentais, sem motivo aparente, são manifestações da possessão do complexo sobre o ego.
Jung salienta que pode se dizer dos complexos em termos científicos, o seguinte; “...o complexo emocionalmente carregado é a imagem de uma determinada situação psíquica com uma carga emocional intensa que se mostra, assim, incompatível com a habitual disposição ou atitude da consciência. Essa imagem é dotada de certa coesão interna, possui sua própria totalidade e dispõe, ainda, de um grau relativamente alto de autonomia. Isto é, está muito pouco sujeita às disposições da consciência e, por isso, comporta-se na esfera da consciência como um corpus alienum (corpo alheio) cheio de vida...”
Os complexos não são em si negativos, seus efeitos, no entanto, poderão ser. Porém como são nós de energia que possibilitam a movimentação da psique acabam por se tornarem grandes aliados que impulsionam o ser humano para o desenvolvimento psíquico. Podemos superar um complexo vivendo-o intensamente e compreendendo o papel que exercem nos padrões de comportamento e nas reações emocionais. No seu sentido positivo, os complexos poderão ser uma fonte de inspiração para futuras realizações. Von Franz descreve os complexos da seguinte maneira: “Os complexos são os motores da psique. São como diferentes núcleos, que impulsionam e vitalizam a psique. Se não tivéssemos complexos, estaríamos mortos.”
Não existe um número fechado de complexos sobre os quais poderíamos discorrer, porém existem aqueles que, pela sua constelação mais freqüente, são mais fáceis de serem analisados, como o complexo materno, o complexo paterno, o complexo de poder, o complexo de inferioridade, o de superioridade, etc.
Para Jung, o Ego é um complexo; o “complexo do ego”. Diz ele, sobre o Ego: “É um dado complexo formado primeiramente por uma percepção geral de nosso corpo e existência e, a seguir, pelos registros de nossa memória. Todos temos uma certa idéia de já termos existido, quer dizer, de nossa vida em épocas passadas; todos acumulamos uma longa série de recordações. Esses dois fatores são os principais componentes do ego, que nos possibilitam considerá-lo como um complexo de fatos psíquicos.”
O complexo do ego, entretanto, é diferente dos outros complexos, porque se impõe como centro da consciência e atrai para si os demais conteúdos conscientes, visa também, mais do que outro complexo, a totalidade.
Embora a psique seja composta de estruturas bastante diversas, muitas vezes se opondo umas às outras, existe entre elas uma forte interação que poderão se dar de três formas. Uma estrutura pode compensar a fraqueza da outra, um componente pode se contrapor a outro, e duas ou mais estruturas podem se unir formando uma síntese. A compensação pode se dar, por exemplo, entre o ego e a anima de um homem, assim como o ego e o animus de uma mulher. O ego normal do homem é masculino enquanto a anima é feminina e na mulher sendo o ego feminino o animus é masculino. Assim, uma masculinidade exacerbada num homem pode estar mostrando um inconsciente frágil, delicado e sensível, neste caso o inconsciente atua de maneira compensatória proporcionando uma espécie de equilíbrio entre os elementos contrastantes, evitando uma desintegração da psique.

A grande descoberta de Jung foi o Inconsciente Coletivo. Segundo ele, o inconsciente coletivo é a camada mais profunda da psique e constitui-se dos materiais que foram herdados da humanidade. É nesta camada que existem os traços funcionais como se fosses imagens virtuais, comuns a todos os seres humanas e prontas para serem concretizadas através das experiências reais. É nessa camada do inconsciente que todos os humanos são iguais. A existência do inconsciente coletivo não depende de experiências individuais, como é o caso do inconsciente pessoal, porém, seu conteúdo precisa das experiências reais para expressar-se, já que são predisposições latentes.
Jung chamou de arquétipos a estes traços funcionais do inconsciente coletivo. Os arquétipos não são observáveis em si, só podemos percebê-los através das imagens que ele proporciona. A contribuição de Jung se dá, entretanto, nas provas obtidas por ele, que os arquétipos existem e aparecem sem influência de captação externa.
Com o desenvolvimento da consciência, o ser humano, que é gregário por natureza, necessita desenvolver algumas características básicas para a adaptação social em contraste com seus instintos animalescos. É a persona o arquétipo desta adaptação.
O nome vem da antiga máscara usada no teatro grego para representar esse ou aquele papel numa peça e tem, para Jung, o mesmo sentido, ou seja; persona é a máscara ou fachada aparente do indivíduo exibida de maneira a facilitar a comunicação com o seu mundo externo, com a sociedade onde vive e de acordo com os papéis dele exigidos. O objetivo principal é o de ser aceito pelo grupo social a que pertence.
A persona é muito importante, na medida em que dependemos dela em nossos relacionamentos diários, no trabalho, na roda de amigos ou na convivência com o nosso grupo.
Como qualquer outro componente psíquico, a persona possui um lado benéfico e outro maléfico. Em seus aspectos benéficos, a persona auxilia a convivência em sociedade, extremamente importante em nossos atuais dias. Também transmite uma certa sensação de segurança, na medida em que cada um desempenha exatamente o papel dele esperado, da melhor forma possível. Assim, espera-se de um médico que se comporte como tal, que atenda o paciente e que o cure dos males que o atingem. De um bombeiro, que seja solícito e enfrente, sem grandes medos os incêndios, e assim por diante.
No sentido nefasto da persona, há o perigo de o indivíduo identificar-se com o papel por ele desempenhado fazendo com que a pessoa se distancie de sua própria natureza. Um médico, por exemplo, não é médico o tempo todo. Em casa é o pai, o marido, o filho e assim outras máscaras ele estará utilizando. Aqueles que são possuídos por sua persona, tornam-se pessoas difíceis de conviver, são rígidos em sua persona e exigem dos demais que se comportem igual a ele.
A persona serve também como proteção contra nossas características internas as quais achamos que nos desabonam e, portanto, queremos esconder.
Como a psique possui uma dinâmica de compensação energética entre os seus conteúdos, podemos entender que, em uma super valorização da persona, haverá, internamente, uma forte tendência à compensação através de outros arquétipos, são eles: sombra e anima/animus.
Sendo a persona a face externa da psique, a face interna, a formar o equilíbrio são os arquétipos da anima e animus.

O arquétipo da anima, constitui o lado feminino no homem, e o arquétipo do animus constitui o lado masculino na psique da mulher. Ambos os sexos possuem aspectos do sexo oposto, não só biologicamente, através dos hormônios e genes, como também, psicologicamente através de sentimentos e atitudes.
O homem traz consigo, como herança, a imagem de mulher. Não a imagem de uma ou de outra mulher especificamente, mas sim uma imagem arquetípica, ou seja, formada ao longo da existência humana e sedimentada através das experiências masculinas com o sexo oposto.
Cada mulher, por sua vez, desenvolveu seu arquétipo de animus através das experiências com o homem durante toda a evolução da humanidade.
Embora, anima e animus desempenhem função semelhante no homem e na mulher, não são, entretanto, o oposto exato. Segundo Humbert, “Anima e animus não são simétricos, têm seus efeitos próprios: possessão pelos humores para a anima inconsciente, pelas opiniões para o animus inconsciente.”
A anima, quando em estado inconsciente pode fazer com que o homem, numa possessão extrema, tenha comportamento tipicamente feminino, como alterações repentinas de humor, falta de controle emocional.
Em seu aspecto positivo a anima, quando reconhecida e integrada à consciência, servirá como guia e despertará, no homem o desejo de união e de vínculo com o feminino e com a vida. A anima será a “mensageira do inconsciente” tal como o deus Hermes da mitologia Grega.
A valorização social do comportamento viril no homem, desde criança, e o desencorajamento do comportamento mais agressivo nas mulheres, poderá provocar uma anima ou animus subdesenvolvidos e potencialmente carregados de energia, atuando no inconsciente.
Um animus atuando totalmente inconsciente poderá se manifestar de maneira também negativa, provocando alterações no comportamento e sentimentos da mulher. Segundo Jung: “em sua primeira forma inconsciente o animus é uma instância que engendra opiniões espontâneas, não premeditadas; exerce influência dominante sobre a vida emocional da mulher.”
O animus e a anima devidamente reconhecidos e integrados ao ego, contribuirão para a maturidade do psiquismo. Jung salienta que o trabalho de integração da anima é tarefa difícil. Diz ele: “Se o confronto com a sombra é obra do aprendiz, o confronto com a anima é obra-prima. A relação com a anima é outro teste de coragem, uma prova de fogo para as forças espirituais e morais do homem. Jamais devemos esquecer que, em se tratando da anima, estamos lidando com realidades psíquicas, as quais até então nunca foram apropriadas pelo homem, uma vez que se mantinham foram de seu âmbito psíquico, sob a forma de projeções.”
Anima e animus são responsáveis pelas qualidades das relações com pessoas do sexo oposto. Enquanto inconscientes, o contato com estes arquétipos são feitos em forma de projeções.
O homem, quando se apaixona por uma mulher, está projetando a imagem da mulher que ele tem internalizada. É fato que a pessoa que recebe a projeção é portadora, como dizia Jung, de um “gancho” que a aceita perfeitamente. O ato de apaixonar-se e decepcionar-se, nada mais é do que projeção e retirada da projeção do objeto externo. Geralmente o que se ouve é que a pessoa amada deixou de ser aquela por quem ele se apaixonou, quando na verdade ela nunca foi, só serviu como suporte da projeção de seus próprios conteúdos internos.
*Para o homem a mãe é o primeiro “gancho” a receber a projeção da anima, ainda quando menino, o que se dá inconscientemente. Depois, com o crescimento e sua saída do ninho, o filho vai, aos poucos, retirando esta projeção e lançando-a a outras mulheres que continua sendo um processo inconsciente. A qualidade, do relacionamento mãe-filho, será essencial e determinará a qualidade dos próximos relacionamentos, com outras mulheres. Salienta Jung: “Para o filho, a anima oculta-se no poder dominador da mãe e a ligação sentimental com ela dura às vezes a vida inteira, prejudicando gravemente o destino do homem ou, inversamente, animando a sua coragem para os atos mais arrojados.”
Jung define projeção da seguinte forma: “ a projeção é um processo inconsciente automático, através do qual um conteúdo inconsciente para o sujeito é transferido para um objeto, fazendo com que este conteúdo pareça pertencer ao objeto. A projeção cessa no momento em que se torna consciente, isto é, ao ser constatado que o conteúdo pertence ao sujeito.”
Enquanto a anima ou animus, projeta-se no sexo oposto, determinando a qualidade das relações entre os sexos, a sombra influirá nas relações com pessoas do mesmo sexo.
A sombra apresenta-se como o mais poderoso de todos os arquétipos, já que é a fonte de tudo o que existe de melhor e de pior no ser humano. Como todo e qualquer elemento psíquico, a sombra possui aspectos positivos e negativos para o desenvolvimento da personalidade.
Se a persona é desenvolvida com o objetivo de facilitar a convivência do homem na sociedade onde vive, onde, então, se apresentarão aqueles conteúdos não compatíveis com esta adaptação? A sombra é o arquétipo receptáculo dos aspectos que foram suprimidos no desenvolvimento da persona, e mais que isto, ela contém conteúdos que nem chegaram a passar pelo crivo do consciente. Estes conteúdos podem, potencialmente, emergir a qualquer momento na consciência, se considerados do ponto de vista energético.
Quanto mais unilateral se torna o consciente; tanto mais a persona é banhada de purpurina e mais acentuados são os elementos que compõem a sombra. Importante salientar, no entanto, que a sombra não é o lado oposto da consciência, mas representa o que falta a cada personalidade consciente.
Um dos maiores trabalhos no processo de individuação, que consiste no desenvolvimento da personalidade total, é sem dúvida a integração da sombra na consciência. Uma vez reconhecida, a sombra, como parte de si mesmo, o ser humano irá fazê-lo constantemente, pois os conteúdos sombrios não se esgotam, porque sempre que houver processo de escolha, consciente, haverá também, o lado que ficou negligenciado ou não escolhido, aquele que poderia ter sido vivido e não foi. Neste sentido, a sombra estará sempre ao lado do indivíduo e focaliza o resultado de suas escolhas.
Normalmente, reconhecer a sombra implica em “arrumar encrenca” e colocar em questionamento toda a consciência de si: os hábitos, crenças, valores, afetividade, etc. É um mergulho no desconhecido, é ficar sem chão, é perder o apoio.
Sendo o confronto com a sombra um dos primeiros aspectos do processo de individuação, é necessário um ego bem estruturado para reconhecer que tudo aquilo que projetamos nos outros, principalmente as coisas que menos gostamos, são nossas e de mais ninguém.
A sombra não possui, porém, somente aspectos negativos e rejeitados. Possui também aspectos que impulsionam o ser humano para a criatividade e busca de soluções, quando os recursos conscientes se esgotaram. Por sorte, a sombra é insistente e não se sente acuada com a repressão exercida pela consciência. Sempre arranja um jeito de se manifestar, a inspiração é uma destas maneiras. Uma vida sem a presença da sombra torna-se sem brilho e sem criatividade.
Quando, para a nossa adaptação social, desenvolvemos a persona, somos obrigados a descartar vários aspectos que não condizem com a atitude da consciência naquele momento. Estes aspectos poderão ser úteis em outra época de nossas vidas, poderão voltar, uma vez que não serão mais prejudiciais à nossa adaptação e poderão mudar o rumo de nossa história.
A sombra, quando trabalha em harmonia com o ego, deixa a vida mais colorida e rica.
A grande busca de Jung consistia em conhecer a si mesmo e o significado da vida. Em suas pesquisas, percebeu que a psique trilha um único objetivo, que é o encontro com seu próprio centro, a unicidade, é o retorno do ego às suas origens. Deu então a esse objetivo da vida psíquica o nome de Individuação, que não é repentino, mas sim, se apresenta como um processo.
A motivação para a individuação é inata, porém o processo, em si, só se dá no confronto do consciente com o inconsciente, o que resulta num amadurecimento dos componentes da personalidade e na união destes numa síntese, como também na realização de um indivíduo único e inteiro.
O processo de individuação é o eixo da psicologia Junguiana. É através dele que a pessoa vai se conhecendo, retirando suas máscaras, retirando as projeções lançadas anteriormente no mundo externo e integrando-as a si mesmo. Não se trata de um processo fácil e simples, nem tampouco ocorre linearmente. É um processo doloroso, difícil e ocorre em um movimento circunvolutório direcionado a um novo centro psíquico, o Self.

O Self é o centro de toda a personalidade. Dele emana todo o potencial energético de que a psique dispõe. É o ordenador dos processos psíquicos. Conforme Hall observa “O Self é o principal arquétipo do inconsciente coletivo, assim como o sol é o centro do sistema solar. O Self é o arquétipo da ordem, da organização e da unificação; atrai a si e harmoniza os demais arquétipos e suas atuações nos complexos e na consciência, une a personalidade, conferindo-lhe um senso de “unidade” e firmeza.”
O objetivo de toda personalidade é chegar ao autoconhecimento que é conhecer o próprio Self. Jung conceituou o Self da seguinte forma: “O Self representa o objetivo do homem inteiro, a saber, a realização de sua totalidade e de sua individualidade, com ou contra sua vontade. A dinâmica desse processo é o instinto, que vigia para que tudo o que pertence a uma vida individual figure ali, exatamente, com ou sem a concordância do sujeito, quer tenha consciência do que acontece, quer não.”
Portadores de uma carga energética substancial, os complexos têm como núcleo o arquétipo e, em torno deste núcleo vão se concentrando idéias ou pensamentos cheios de afetividade. Estruturam-se como entidades autônomas quando uma parte da psique for cindida por causa de um trauma, um choque emocional ou um conflito moral. Quando totalmente inconscientes atuam livremente e podem tomar o ego. Geralmente, aquelas situações em que ocorrem alterações da consciência e também comportamentais, sem motivo aparente, são manifestações da possessão do complexo sobre o ego.
Jung salienta que pode se dizer dos complexos em termos científicos, o seguinte; “...o complexo emocionalmente carregado é a imagem de uma determinada situação psíquica com uma carga emocional intensa que se mostra, assim, incompatível com a habitual disposição ou atitude da consciência. Essa imagem é dotada de certa coesão interna, possui sua própria totalidade e dispõe, ainda, de um grau relativamente alto de autonomia. Isto é, está muito pouco sujeita às disposições da consciência e, por isso, comporta-se na esfera da consciência como um corpus alienum (corpo alheio) cheio de vida...”
Os complexos não são em si negativos, seus efeitos, no entanto, poderão ser. Porém como são nós de energia que possibilitam a movimentação da psique acabam por se tornarem grandes aliados que impulsionam o ser humano para o desenvolvimento psíquico. Podemos superar um complexo vivendo-o intensamente e compreendendo o papel que exercem nos padrões de comportamento e nas reações emocionais. No seu sentido positivo, os complexos poderão ser uma fonte de inspiração para futuras realizações. Von Franz descreve os complexos da seguinte maneira: “Os complexos são os motores da psique. São como diferentes núcleos, que impulsionam e vitalizam a psique. Se não tivéssemos complexos, estaríamos mortos.”
Não existe um número fechado de complexos sobre os quais poderíamos discorrer, porém existem aqueles que, pela sua constelação mais freqüente, são mais fáceis de serem analisados, como o complexo materno, o complexo paterno, o complexo de poder, o complexo de inferioridade, o de superioridade, etc.
Para Jung, o Ego é um complexo; o “complexo do ego”. Diz ele, sobre o Ego: “É um dado complexo formado primeiramente por uma percepção geral de nosso corpo e existência e, a seguir, pelos registros de nossa memória. Todos temos uma certa idéia de já termos existido, quer dizer, de nossa vida em épocas passadas; todos acumulamos uma longa série de recordações. Esses dois fatores são os principais componentes do ego, que nos possibilitam considerá-lo como um complexo de fatos psíquicos.”
O complexo do ego, entretanto, é diferente dos outros complexos, porque se impõe como centro da consciência e atrai para si os demais conteúdos conscientes, visa também, mais do que outro complexo, a totalidade.
Uma estrutura pode compensar a fraqueza da outra, um componente pode se contrapor a outro, e duas ou mais estruturas podem se unir formando uma síntese. A compensação pode se dar, por exemplo, entre o ego e a anima de um homem, assim como o ego e o animus de uma mulher. O ego normal do homem é masculino enquanto a anima é feminina e na mulher sendo o ego feminino o animus é masculino. Assim, uma masculinidade exacerbada num homem pode estar mostrando um inconsciente frágil, delicado e sensível, neste caso o inconsciente atua de maneira compensatória proporcionando uma espécie de equilíbrio entre os elementos contrastantes, evitando uma desintegração da psique.

((*viajando* *o* Jung é o cara!!! Estou até me entendendo! Mas isso vem no próximo post!))

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Festa julina

Adoooooro festas regionais, principalmente da comunidade da paróquia! o/\o
Saí da missa e fui ajudar na decoração da barraquinha do pai da Vi, de longe, a mais colorida! Apostei na combinação de cores opostas: amarelo e roxo, verde e magenta, e claro, o laranja!!! Parece assustador,mas ficou bonito! Adooooro esse clima de preparação, ver a galera empenhada em fazer algo legal,e o melhor, minha galera! Tudo bem que um ou outro amigo que encontra pessoas mais legais que eu me decepciona, maaas isso não vem ao caso, afinal, prioridades para mim não são prioridades para os outros, né?!
Mal cheguei na festa (à noite) já me falaram da quadrilha e falaram pra ser noiva. Eu não queria por motivos de força maior, mas pelo bem da quadrilha e pelo Lucas, eu voltei em casa, peguei meu vestido de princesa Andrômeda e voltei. Neura absoluta, mal coloquei o vestido e tive de voltar, sem pintinhas ó.ò Claro que foi uma baderna né? A criançada junto (diferença de tamanhos) pouco espaço e claro, falta de ensaio, mas foi divertido, virou tudo uma bagunça saudável!!! \o/
A festa em si melhorou muito se comparada aos anos anteriores! Teve música o tempo todo, bandas legais, ao invés daquela merda de bingo e leilão! *odeia bingo* Algumas pessoas perderam tempo mandando CorreioElegante, a propósito, odeio isso também ò.Ó Andei com minha galerinha, ri muuuito, falei abobrinha, como sempre, a tradição continua! A propósito, étão divertido fazer a Jacky passar vergonha, tipo gritar perto dela ou ver a cara de gota suprema que faz quando vê o quanto meus amigos são influenciados por mim! Tipo o Rodrigo (15 anos) estufar o peito e dizer com todo orgulho que é o lixo do grupo de jovens! *rachando o bico* ou o Caio dizendo que o amor é uma merda! XDDDD Meus aprendizes! XDDD
Tomei um copinho de choconhaque, chocomenta... \o/ Pulei como se estivesse em um show de rock quando cantaram Borboletas (solo de guitarra magnífico)!!! E curti a festa, bem ao jeitinho daqui mesmo, andando com meus amigos, conversando e rindo \o/
Voltei com uma vizinha e amiga, detalhe que se combinasse não dava certo meeeesmo! Ontém saí de casa pra ir na festa ela estava saindo da casa dela bem na hora, hoje fomos e voltamos pro centro da cidade com o mesmo ônibus!
Apesar de um único dia de festa, foi legal... \o/

sexta-feira, 10 de julho de 2009

I Gotta Feelin' - Black Eyed Peas


I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night (x4)
Tonight's the night
Let's live it upI got my money
Let's spend it up
Go out and smash it
Like Oh My God
Jump off that sofa
Let's get get offI know that we'll have a ball
If we get down and go out
And just loose it all
I feel stressed out
I wanna let it go
Let's go way out spaced out
And loosing all control
Fill up my cup
Mozoltov
Look at her dancing
Just take it off
Let's paint the town
We'll shut it down
Let's burn the roof
And then we'll do it again
Let's do it
Let's do it
Let's do it
Let's do it
And do it
And do it
Let's live it up
And do it
And do it
And do it, do it, do it
Let's do it
Let's do it
Let's do it 'cuz
I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night (x2)
Tonight's the night
Let's live it up
I got my money
Let's spend it up
Go out and smash it
Like Oh My God
Jump off that sofa
Let's get get off
Fill up my cup (Drink)
Mozoltov (Lahyme)
Look at her dancing (Move it Move it)
Just take it off
Let's paint the town
We'll shut it down
Let's burn the roof
And then we'll do it again
Let's do it(...)
Here we come
Here we go
We gotta rock
Easy come
Easy go
Now we on top
Feel the shot
Body rock
Rock it don't stop
Round and round
Up and down
Around the clock
Monday, Tuesday
Wednesday and Thursday
Friday, Saturday
Saturday and Sunday
Get get get get get with us
You know what we say
Party every day
Pa pa pa Party every day
And I'm feelin'
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night
I gotta feelin'
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good night
That tonight's gonna be a good good night
((Uma das raras músicas deles que eu gosto!Essa é demais!!! ))

Que dúvida cruel... Será que vale a pena estagiar em um lugar contra-mão e perder os finais de semana em troca de conhecimento fotográfico e um diploma assinado por um publicitário de renome... Penso nos prós e contras e a cada hora chego a uma conclusão... O medo do arrependimento é muito forte... Enfim né... Amanhã será a decisão...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Nos limites da imundice

*O Trambolhão abriu os olhos, com as mãos sujas tirou as melecas que o impediam de enxergar...Jogou o despertador embaixo da cama, como fazia todos os dias. Espreguiçou-se esticando os braços e abrindo a boca, exalando seu perfume matinal, causando a morte de todos parasitas que lhe fizeram companhia...Tirou o lençol sujo que o cobria, sentou na cama, calçou seus chinelos gastos que nunca viram água em seus pés de pedreiro, todos rachados, cheios de bichos de porco, olhos de peixe, joanetes ,calos, com as unhas carregadas de terra e algumas encravadas...Levantou-se, caminhou lentamente até o guarda-roupa, o lar de sua criação de traças, baratas e camundongos; pegou as mesmas roupas de sempre: camiseta e bermuda azul-marinho que já estavam duras de tanta sujeira... *Tenho que me vestir logo, daqui a pouco minha amada chega* disse ele brincando com as bolas. Depois de vestido, fechou seu cativeiro e continuou a lenta caminhada ao banheiro, enquanto estalava os dedos e ria sozinho...Tropeçou em uma raiz, só não caindo por ter se segurado na porta, de cima dessa porta um punhado de cupins caiu em sua cabeça , perdendo-se em seus poucos fios de cabelo, alguns escorregaram para a barba de mendigo, cheia de pedaços de pão, de frango e de tudo o que ele comeu nos últimos meses...Com o pé direito descalço entrou naquele depósito de lixo orgânico. A privada lotada de merda até a boca, cercada por inúmeros pedaços de papel higiênico usados, o cesto de lixo era a casa de uma família de ratazanas...Aproximou-se do lavatório amarelo de tanta sujeira, cheio de terra e excremento de pombas, abriu o armarinho encontrando seu aparelho de barbear com as lâminas enferrujadas ao lado de imunda escova de dentes , que há muito tempo não era usada. Abriu a boca , esfregou a escova em seus tocos de dentes pretos, precisava preservar aquele sorriso maravilhoso com dentes intercalados, que ela tanto amava...Abriu a torneira de onde saiu uma água suja e fedorenta, vinda diretamente do esgoto, lavou a escova, fez um gargarejo e engoliu...Enxugou a boca no pano de chão que estava aquecendo os urubus que habitavam a pequena janela, próxima a um cano cheio de teias de aranha, que deveria Ter um chuveiro na ponta, ao invés daqueles pés de feijão. De onde deveria sair água e não aquele monte de barro...Como sempre, abaixou a bermuda , fez xixi no montinho de terra, soltou um sonoro e fedorento peido, cumprimentou os urubus, deu aquela coçadinha no rego e saiu gargalhando após ver sua imagem nos pedaços de espelho quebrados...*Eu sou terrível, sou perigoso, é bom parar desse jeito de me provocar* cantava o véião com aquela voz de bêbado rouco, enquanto balançava freneticamente o corpo, parecendo uma galinha choca...Tropeçou no degrau...Já no seu quarto, caminhou até a janela *esticou o braço* para abrí-la , contemplou seu jardim, olhou para a casa da vizinha batendo freneticamente no peito e gritando como o Tarzan* acordando a vizinhança e assustando todos que pela rua passavam.*

(( Nem acredito que encontrei isso!!! O jogo de RPG do véião da Bruna!!! Eu que escrevi há 4 anos atrás! Do fundo do baú!!))

O MENINO E O CACHORRO

Um menino entra na lojinha de animais e pergunta o preço dos filhotes à venda.- Entre 30 e 50 reais, respondeu o dono.O menino puxou uns trocados do bolso e disse:- Mas, eu só tenho 3 reais... Poderia ver os filhotes?O dono da loja sorriu e chamou Lady, a mãe dos cachorrinhos, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pêlo.Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, com dificuldade, mancando de forma visível.O menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:- O que é que há com ele? O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril - mancaria e andaria devagar para sempre.O menino se animou e disse com enorme alegria no olhar... - Esse é o cachorrinho que eu quero comprar! O dono da loja respondeu: - Não, você não vai querer comprar esse. Se quiser realmente ficar com ele, eu lhe dou de presente.O menino emudeceu e, com os olhos marejados de lágrimas, olhou firme para o dono da loja e falou:- Eu não quero que você o dê para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo.Na verdade, eu lhe dou 3 reais agora e 50 centavos por mês, até completar o preço total.Surpreso, o dono da loja contestou: - Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos. O menino ficou muito sério, abaixou-se e levantou lentamente a perna esquerda da calça, deixando à mostra a prótese que usava para andar...Olhou bem para o dono da loja e respondeu: - Veja... Não tenho uma perna... Eu não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso.Assim é na vida real. Aprenda a ver as situações de todos os lados antes de colocar seu próprio julgamento. Nem sempre ter as duas pernas significa o melhor caminho. Amanda Flores Nascimento Paz e bem!

Abençoe-vos o Deus Todo-Poderoso Pai † e Filho e Espírito Santo. Amém.